21 Fevereiro 2011, 16:50

A África do Sul Entra para os BRICs

A África do Sul Entra para os BRICs

A África do Sul juntou-se aos países do BRIC. A partir de hoje a organização da qual fazem parte as maiores economias emergentes, passa a chamar-se os BRICS. Segundo vários peritos, esta sigla vai mudar – não por causa da sua pronúncia complicada, mas porque a entrada da África do Sul na organização é duvidosa.

Há um ano este país anunciou que queria juntar-se aos BRIC. A África do Sul já tem formado o bloco IBAS com o Brasil e a Índia e tem assinado acordos sobre a parceria estratégica com a Rússia e a China. Participando da reunião dos BRIC, o país poderá representar todo o continente africano, declarou o presidente da África do Sul Jacob Zuma durante o encontro com os membros da organização na primavera do ano passado.

Em comparação com outros países africanos situados a sul do Saara, os êxitos da África do Sul são impressionantes. Este país é responsável por um terço do PIB de toda a região. Apesar disso, comparada com os países do BRIC, é muito menos desenvolvida. Somente as economias com o crescimento mais rápido fazem parte da organização. O volume do PIB sul-africano constitui apenas um quarto do PIB russo. Em comparação com a China que recentemente tornou-se a segunda maior economia no mundo após os EUA, a África do Sul deixa muito a desejar.

Do ponto de vista económico, a entrada da África do Sul nos BRIC não é motivada, acha o diretor do departamento da informação analítica da agência RBK Aleksandr Yakovlev.

Na minha opinhão, a África do Sul não é o candidato digno. O volume do PIB não pode ser comparada com o dos países-membros da organização, a economia tem o crescimento mais baixo. Claro que este país é orientado para a exportação da matéria-prima, mas é muito diferente da Índia, da China, do Brasil e da Rússia. Muitos peritos dizem que BRIC é uma organização efémera que tornou-se obsoleta. Está a ampliar-se na área da política.

Durante muito tempo os BRIC tem sido um grupo virtual, o termo introduzido pelos analistas do “Goldman Sachs” em 2001 para designar os países cujas economias precisam de investimentos. O nome tornou-se habitual. Pela iniciativa da Rússia, este grupo transformou-se numa organização informal de grande importância. Os países-membros começaram a elaborar a posição comum em uma série de questões – não somente económicas, mas também políticas.
Neste contexto a entrada de um dos principais países africanos na organização é lógica, opina o presidente do Centro de tecnologias políticas Boris Makarenko.

A importância destes países nas negociações com os parceiros do G20 aumentará. Em primeiro lugar, isso tem a ver com as normas nos mercados financeiros internacionais.

Em abril deste ano os líderes dos BRICS terão a primeira cúpula na China. Têm a certeza de que poderão reforçar a influência dos países emergentes sobre o sistema político, financeiro e económico mundial.

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