9 Agosto 2012, 20:43

História da aviação militar russa: o período do pós-guerra

História da aviação militar russa: o período do pós-guerra

No dia 12 de agosto, a Rússia comemora solenemente o 100º aniversário da Força Aérea. Nesse dia, no verão de 1912, o departamento militar da Rússia emitiu a ordem para a criação de uma unidade especial de aeronáutica. A partir daí, essa data foi oficializada como o Dia da Força Aérea da Rússia.

Depois do fim da Segunda Guerra Mundial, a evolução para a aviação a jato foi o objetivo principal no desenvolvimento da Força Aérea soviética. Em abril de 1946, foram testados os primeiros caças Yak-15 e MiG-9 com propulsão a turbojato. Pouco depois eles entraram ao serviço da força aérea, refere o historiador militar Dmitri Sobolev:

“Os testes desses aviões decorreram com sucesso, surpreendentemente sem qualquer problema, apesar de se tratar de uma tecnologia completamente nova para o nosso país. O significado do seu aparecimento é enorme, visto que os nossos antigos aliados ocidentais, e adversários após o início da guerra fria, a Inglaterra e os EUA, já possuiam no ativo aviões a jato. Pouco depois surgiram os bombardeiros a jato e o equilíbrio entre o Ocidente e a União Soviética foi restabelecido.”

Depois da Segunda Guerra Mundial, a pausa na utilização de caças em combate durou apenas cinco anos. Os ceus da Coreia assistiram a novas batalhas aéreas. Oficialmente, a União Soviética não participou na guerra da Coreia, mas foram para lá enviados aviões de combate, conselheiros e especialistas. Aqui, o estadunidense Sabre enfrentou o MiG-15, um avião muito popular, fabricado numa série enorme, afirma Dmitri Sobolev:

“Na Coreia ele encontrou o caça Sabre, de características semelhantes. Cada um deles tinha as suas vantagens e os seus defeitos. O avião estadunidense tinha um equipamento de radar algo mais sofisticado. O lado forte do MiG-15 era o seu poderoso armamento. Ele possuia três canhões automáticos de grande calibre e graças ao forte poder de fogo podia destruir não só caças, mas também bombardeiros, incluindo enormes bombardeiros pesados como os B-29 que os americanos usaram no Vietnã. Os pilotos estadunidenses e soviéticos combateram com essas máquinas de igual para igual.”

Em três anos de operações militares, nos ceus da Coreia foram abatidos, segundo alguns dados, 650 aviões Sabre. As perdas dos MiG foram de 335 aparelhos.

A Força Aérea acumulou uma grande experiência durante a prestação de auxílio internacional à República Democrática do Afeganistão. A ação da aeronáutica soviética em condições de montanha exigiu o reaparecimento da aviação de apoio aéreo cerrado na composição da Força Aérea. A sua base foi o avião de assalto Su-25. Se as condições de montanha criam limitações ao uso do helicóptero, já a ação do avião não tinha quaisquer limitações, sublinha o antigo comandante-em-chefe da Força Aérea da Rússia Anatoli Kornukov:

“Esse aparelho se portou o melhor possível, no entanto ele tem desvantagens: o Su-25 tem de ver o alvo visualmente, senão nada feito. A versão modificada atual, o Su-39, não terá desvantagens. Nele é instalada uma nova mira e seu equipamento e o aparelho obtém uma nova qualidade.”

Com o desmembramento da URSS que se deu no final de 1991, terminou o período do pós-guerra, que durou quase meio século, da história da Força Aérea. O desenvolvimento da aviação de combate continuou incluido nas Forças Armadas da Federação Russa em formação.

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