13 Fevereiro, 14:18

Rússia volta a liderar na patinação artística

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Patinadores russos Tatiana Volosozhar e Maxim Trankov conquistaram a segunda medalha de ouro nos Jogos Olímpicos em Sochi, adicionando uma vitória brilhante no torneio individual de duplas ao primeiro lugar na competição de equipes.

As medalhas de prata também obtiveram atletas russos Ksenia Stolbova e Fiodor Klimov. O par alemão, Aliona Savchenko e Robin Szolkowy; ocuparam a terceira posição.

Veja as fotos da competição em patinação artística

Nos últimos quatro anos, a torcida russa já se acostumou ao fato de que cada entrada da dupla Volosozhar-Trankov no gelo ser acompanhada de uma tensão emocional extraordinária. É impossível assistir indiferentemente à sua apresentação. Cada programa é um verdadeiro espetáculo.

Os patinadores entraram no gelo do palácio olímpico Iceberg sob gritos de tribunas e rufar de tambores. Não houve locais livres na arena para 12 mil pessoas. Um silêncio absoluto reinava na sala durante a execução do programa longo ao som de “Jesus Christ Superstar”. O público acompanhava com admiração a beleza e a sincronia com que a dupla executava os mais complexos elementos do programa. Logo que a apresentação chegou ao fim, as tribunas eclodiram em aplausos. A torcida saudou de pé os campeões.

Veja o vídeo do programa longo de Tatiana Volosozhar e Maxim Trankov

Os próprios patinadores não conseguiram conter lágrimas. Bicampeões olímpicos reconhecem que primeiras sensações foram sentimentos de devastação e não de felicidade. “Conseguimos corresponder a esta responsabilidade, todos esperavam de nós esta medalha”, diz Maxim Trankov:

“Não foram dias muito fáceis. Compreendemos que deveríamos apresentar-nos em casa e não teríamos o direito a errar. Deveríamos devolver à Rússia o ouro na competição de duplas na patinação artística, que desde 1964 perdemos só uma vez – em Vancouver. Este foi um acontecimento esperado por todo o país. Liudmila Belousova e Oleg Protopopov, famosa dupla soviética, desceram das tribunas para nos felicitar pela vitória. Este foi um grande presente para nós.”

A história desta dupla é um verdadeiro drama. Tatiana e Maxim começaram a patinar juntos na primavera de 2010. Naquele momento, Trankov acabava de despedir-se da sua parceira Maria Mukhortova após o fracasso na Olimpíada em Vancouver. Volosozhar, que representava a Ucrânia em conjunto com Stanislav Morozov, ficou sozinha, porque o seu parceiro decidiu terminar a carreira esportiva. Especialistas da Federação de Patinação Artística da Rússia viram neles um par ideal – esbeltos, lindos, muito técnicos e em perfeita harmonia recíproca.

Sua estreia foi marcada para março de 2011 no mundial no Japão. Os patinadores chegaram antecipadamente ao país para se aclimatizar. Mas é nomeadamente naquela altura que um terremoto destruidor abalou o Japão. Devido a falhas de comunicação, não se sabia nada durante algumas horas sobre o seu destino…

Em resultado, o campeonato do mundo foi transferido para Moscou. Nas palavras de Tatiana Volosozhar, aquele torneio ajudou-os a faturar o ouro olímpico em Sochi:

“Com certeza, o mundial decorrido em Moscou em 2011 nos ajudou muito. Aprendemos a patinar em tal ambiente, quando todos esperavam de nós só a vitória. Talvez, este foi o mais complexo e memorável momento em nossa patinação conjunta. No mundial, podíamos mostrar todas as nossas capacidades ou falhar e então todos diriam que formamos um par fracassado.”

Referindo-se aos planos para o futuro e à vontade de ganhar mais uma vez o título de campões olímpicos, os patinadores dizem sorrindo que voltarão a esta questão um pouco mais tarde. Por enquanto devemos descansar, aponta Maxim Trankov. Mas os dois não pretendem abandonar o esporte e gostariam de participar dos próximos Jogos Olímpicos de Inverno na Coreia do Sul, no mínimo no torneio de equipes.

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