26 Março, 10:23

Militares ocupam favelas ameaçadas por traficantes no Rio de Janeiro

Mais de quatro mil militares das Forças Armadas vão participar do processo de ocupação das favelas que compõem o Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Inicialmente, deverão ser utilizados dois mil integrantes do Exército e 400 policiais militares do Batalhão de Campanha da Polícia Militar estadual. Depois, gradativamente, o efetivo será ampliado para até quatro mil militares, o que deverá estar plenamente consolidado até a Copa do Mundo, que será disputada no Brasil no período de 12 de junho a 13 de julho.

Forças Armadas ocupam complexo de favelas no Rio de Janeiro

O Complexo da Maré, localizado próximo ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, reúne 15 favelas e uma população de 130 mil habitantes.

A decisão de ocupar a Maré pelas Forças Armadas foi tomada após a solicitação do governador Sérgio Cabral à presidente Dilma Rousseff e depois de uma reunião do governador com o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, General José Carlos de Nardi, mais o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o Secretário Estadual de Segurança, José Mariano Beltrame.

Ficou decidido que a ocupação será realizada em duas fases. A primeira, já em execução desde domingo, 23, está a cargo da Polícia Militar, com agentes dos Batalhões de Choque, de Operações Especiais (Bope) e do 22.º Batalhão, da Maré. Também participam desta fase inicial integrantes da Polícia Rodoviária Federal. A partir dos primeiros dias de abril, o Exército entrará em ação, mas antes a Marinha fará uma varredura, percorrendo a área com blindados.

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Durante este período, a Polícia Militar fará incursões e junto com a Polícia Civil executará mandados de prisão expedidos contra criminosos que se abrigam na região. A PM realizará ainda operações em outros pontos do Estado, para evitar a fuga de bandidos.

A operação definida na segunda-feira, 24, foi traçada nos mesmos moldes da ocupação realizada em 2010 nas favelas do Complexo do Alemão. Naquela ocasião, depois da saída da Polícia Militar, o Exército ocupou a área por dois anos, até a instalação de Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs).

Nesta terça-feira, 25, comandantes de vários batalhões da Polícia Militar se reuniram com o comando geral da corporação para definir os próximos passos de atuação da PM na Maré.

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